UNESCO LANÇA CAMPANHA EM DEFESA DO JORNALISMO PROFISSIONAL, LIVRE E DE QUALIDADE

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (Unesco) lançou ontem (3), Dia Mundial da Liberdade da Imprensa, uma campanha mundial em defesa da imprensa profissional, livre e de qualidade. A campanha inclui o seminário internacional 30 anos da Declaração de Windhoek com programação que traz como temas: informação como bem público.

“Ter informações confiáveis e precisas nunca foi mais importante do que hoje. Nossas notícias devem ser verificadas e bem fornecidas porque a desinformação se espalha tão rápido quanto o próprio vírus e pode causar muitos danos, não apenas para nossas democracias, mas também para nossas vidas”, afirma Guy Berger, diretor de Liberdade de Expressão e Desenvolvimento da Mídia da Unesco.

A Unesco defende a informação como bem público global e destaca que os jornalistas estão na linha de frente dessa batalha contra as fake news (notícias falsas). A campanha deste ano tem como lema “Por uma indústria de mídia viável, diversa, estável e segura”. Na opinião de Andrew Heslop, diretor executivo de Liberdade de Mídia da Associação Mundial de Jornais e Fórum Mundial de Editores (WAN-Ifra) esses são os quatro ingredientes essenciais de qualquer ecossistema de informação saudável. No entanto, ele questiona quantos meios de comunicação hoje podem afirmar que operam em um ambiente com esse nível de liberdade e sustentabilidade financeira.

“A pandemia de covid-19 exacerbou e, em muitos casos, acelerou os desafios dos proprietários dos veículos de mídia, de editores e de jornalistas em todos os lugares”, diz em referência aos desafios do modelo de negócio enfrentados pela mídia profissional para financiar um jornalismo independente diante das novas tecnologias.

O momento atual vem provocando um olhar mais voltado a experiências locais de comunicação livre e independente. As chamadas “mídias livres” no Brasil estão ocupando espaços em um fenômeno importante de resistência à comunicação hegemônica.

Com informações do GZH Notícias do Grupo Zero Hora

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