TRAGÉDIA ANUNCIADA EM PEDRINHAS

O maior presídio do Maranhão, o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, símbolo mundial de uma das piores carnificinas já ocorridas em unidades prisionais, pode estar na iminência de contaminação em massa por coronavírus caso providências urgentes não sejam tomadas.

O blog vem recebendo várias denúncias sobre a situação nos presídios com relação à falta de medidas de prevenção ao Covid-19. Em São Luís, até este sábado (2), já havia cinco agentes penitenciários entubados, em estado grave e muitos outros apresentando sintomas.

O flagrante de um preso doente sendo transportado por outro preso, em um carro de mão, na Penitenciária Regional de Imperatriz, revela o pânico vivido pelos responsáveis pela segurança das unidades penitenciárias, com receio de contágio. A foto do detento ainda algemado mostra, além das condições desumanas, a falta de cumprimento dos protocolos de transporte de pacientes, no caso de uma eventual contaminação .

PRESO AINDA ALGEMADO SENDO CONDUZIDO POR OUTROS DETENTOS: AGENTES PENITENCIÁRIOS APENAS OBSERVAM COM RECEIO DE CONTAMINAÇÃO PELO CORONAVÍRUS

Sem dados oficiais – O Governo do Maranhão suspendeu, por um período de até 15 dias, podendo ser prorrogável, as visitas em todo o sistema prisional do estado. A medida, que consta na Instrução Normativa, nº 29, sobre prevenção, controle e contenção de riscos ao avanço do novo vírus e do H1N1, sofreu críticas pela demora. Não existem informações oficiais sobre contaminações ou mortes por coronavírus nas unidades prisionais maranhenses. Um ou outro óbito é confirmado, oficialmente, como o do diretor-geral da Unidade Prisional de Ressocialização São Luís II, Auro Astério Azevedo, 52 anos, que faleceu no final do mês passado, vítima de coronavírus. O interno Carlos César Viégas, de 49 anos, que cumpria pena na Unidade Prisional de Ressocialização São Luís IV, também morreu após 72 horas de internação.

A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SEAP) mantém uma Supervisão de Saúde, sob a responsabilidade do agente penitenciário Adriano Ewerton Sousa Vianna. Porém, pelo registro fotográfico do transporte de um preso doente, com carrinho de mão, feito por outros detentos, correndo risco de também se contaminarem, não há “supervisão”, de fato, agravado ainda pelo período crítico da pandemia.

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