SÃO LUÍS TEM ATO CONTRA MORTE DE MOÏSE, Mas MARANHÃO NÃO DIVULGA COR DAS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA

sábado (5), protestos contra a execução cruel do congolês Moïse, de 24 anos, trabalhador refugiado que vivia no Brasil com sua família desde 2014 por ter exigido o pagamento de duas diárias de 200 reais, que estavam em atraso em um quiosque na Barra da Tijuca (RJ) onde trabalhava. Cinco homens espacaram o jovem até a morte, com socos, pontapés e pauladas.

O ato – parte de uma mobilização nacional convocada pelos movimentos negros, por diversas organizações sociais e populares, de juventude e de partidos de esquerda –  foi realizado nesta manhã, na Praça Deodoro, em São Luís.

A iniciativa simbólica é de uma importância inquestionável. Mas é preciso cobrar das autoridades o “apagão” de dados oficiais envolvendo mortes de pessoas negras no Maranhão. Em abril do ano passado, o blog divulgou informações do Monitor de Violência 2020 que aponta o estado como uma das 11 unidades da Federação que não divulgam informações sobre raça de mortos em confrontos policiais. Veja o post: https://bulicoso.com.br/maranhao-esta-entre-estados-brasileiros-que-nao-divulgam-raca-de-mortos-em-conflitos-policiais/.

Esta semana, o site WikiFavelas acusou o Maranhão de estado onde se pratica racismo institucional, com base em dados da Rede de Observatórios da Segurança. A rede é composta por cinco organizações acadêmicas e da sociedade civil, de cinco estados, conectadas com um objetivo: monitorar e difundir informações sobre segurança pública, violência e direitos humanos: Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.

O estudo “Pele alvo: a cor da violência policial”, aponta que a cada quatro horas uma pessoa negra é morta em ações policiais em seis dos sete estados monitorados pela Rede: Bahia, Ceará, Piauí, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.

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