RUA MORTA: VIDA E POESIA COMO ANTÍDOTOS

Rua Morta, de Luís Inácio Oliveira, inaugura a coleção Livrinho também é Livro, com poema inspirado numa fotografia antiga de uma rua do centro de São Luís, a Rua das Hortas. O livrinho digital é um projeto editorial de Isis Rost, que tem uma editora, a Passagens. Ela e o poeta e jornalista Celso Borges criaram um selo chamado Livrinho também é Livro para edições digitais. Em um dos trechos, Luís Inácio pinta de poesia a cidade:

há cacos de vidro nos muros

que não são vistos na foto

mas criam arestas na rua

fraturas se dizem garras

surdinas que não se sabem

por dentro dos guarda-roupas


O selo, que  integra a coleção da editora Passagens, coordenada por Isis e Celso, é voltado para edição de poemas, contos ou pequenos ensaios, disponibilizados gratuitamente em formato e-book, com tiragem impressa limitada. A edição do livrinho ficou um charme!

O autor – Luís Inácio é meste em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e doutor em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). É professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e se dedica às pesquisas sobre Filosofia contemporânea, com ênfase no pensamento de Walter Benjamin e nas relações entre Filosofia e Literatura.

“Rua Morta significa na verdade que a rua está viva. Porque a arte está viva, a poesia mais ainda. Essa é uma força que nunca morre, enquanto humanos formos. Quem escreve, quem pinta, quem representa, quem cria, enfim, sabe do que estou falando. Não desistiremos. Eles vão ver o que é bom pra tosse. Estamos mais vivos do que nunca, com grana ou sem grana. Livrinho também é livro. Viva a editora Paisagens e quem acredita nisso. Eu acredito!”, afirma Celso Borges em depoimento ao blog.

4 comments

  1. A rua morta está morta. Vocês é que estão vivos, com essa mania de tanto fazer, e interpor canto de alegria “incontida ate o grito”, definitivamente, no caminho do nada e do anti- tudo e nada, que é o desdobramento político, nesga da dominação técnica, mãe da merda em que estamos enfiados.

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