REDE DE CIÊNCIA, INFORMAÇÃO E SOLIDARIEDADE É CRIADA PARA CONTRIBUIR COM ABORDAGEM CORRETA SOBRE CORONAVÍRUS

Já está em plena atividade no Brasil, a Rede CoVida – Ciência, Informação e Solidariedade – uma iniciativa do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA). O lançamento oficial da CoVida aconteceu por meio de videoconferência, resguardando participantes e convidados do contato físico, em respeito às recomendações de isolamento social da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde.

A ideia da rede é juntar pesquisadores da epidemiologia e da comunicação social com o propósito de contribuir para a capacitação dos jornalistas a abordar adequadamente as questões relacionadas à Covid-19. A cooperação e a diversidade de saberes são os pilares da Rede Covida. É um projeto de colaboração científica e multidisciplinar focado na pandemia de Covid-19 e visa ao monitoramento da pandemia no Brasil, com previsões de sua possível evolução. Visa também à produção de sínteses de evidências científicas, tanto para apoiar a tomada de decisões pelas autoridades sanitárias quanto para informar o público em geral.

A Rede CoVida já conta com mais de 120 pesquisadores e 30 profissionais de comunicação que atuam de forma voluntária, nos estados da Bahia, Pará, São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão e outros. O blog Buliçoso integra a rede e vai compartilhar informações da rede. O grupo atua em sistema home office e, em pouco mais de duas semanas, construiu um painel de acompanhamento, com dados atuais de casos confirmados no Brasil, por estado e município, além das análises preditivas para o país até o dia 25 de abril. O painel Coronavírus é fruto do trabalho da equipe de visualização de dados, coordenada pela estatística Gabriela Borges e traz dados atuais sobre a pandemia  no país, além de uma previsão da situação nos próximos dias em todos os estados brasileiros.

Fontes confiáveis – “Nesse cenário, em que o conhecimento científico está em construção e há muita incerteza, é preciso que os jornalistas selecionem informações confiáveis, que estejam em um grau de solidez maior. Todo mundo precisa de informações científicas fundamentadas, principalmente em tempos de fake news”, justificou a jornalista do núcleo de comunicação do Cidacs Raíza Tourinho. A criação da ferramenta envolveu matemáticos, epidemiologistas, estatísticos, físicos, cientistas da computação e bioinformatas, seguindo recomendações do Ministério da Saúde. Além do monitoramento, os colaboradores de todo o país também trabalham na síntese da enorme produção científica produzida diária e mundialmente sobre o Covid-19, bem como na divulgação científica desses dados.

CONFERÊNCIA VIRTUAIS NO MODELO WEBINAR ORIENTAM JORNALISTAS A ABORDAR CORRETAMENTE CADA INFORMAÇÃO SOBRE O CORONAVÍRUS

Atualmente, o grupo trabalha em três frentes: no monitoramento do avanço da Covid-19 do país, na síntese das evidências na literatura científica, buscando respostas para o contexto brasileiro, e na disseminação de informações sobre o tema. Para tornar público todo o conhecimento produzido pelos pesquisadores, uma equipe de profissionais da comunicação atuam para disseminar informações, construir materiais educativos, além da realização de conferências virtuais no formato webinar.

Mais informações no endereço eletrônico: http://covid19br.org/

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