“PEGARAM MEU FILHO COMO SE FOSSE ANIMAL”, DIZ MÃE DE JOVEM MORTO PELA POLÍCIA APÓS POSTAGENS SOBRE SERIAL KILLER LÁZARO

Levaram ele como se fosse um animal. Pegaram nas pernas e nos braços. Foram três policiais e cada um deram um tiro”, descreve Ana Maria Lima, mãe de Hamilton Cesar Lima Bandeira, 23 anos. Morador do povoado Calumbi, no município maranhense de Presidente Dutra, ele foi morto em casa, por volta das 11h, da última quinta-feira (17), com três tiros.

HAMILTON CÉSAR, DE 23 ANOS: MORTO PELA POLÍCIA DO MARANHÃO PELO “CRIME” DE POSTAR NAS REDES SOCIAIS SUPOSTA ADMIRAÇÃO AO SERIAL KILLER LÁZARO

Hamilton é mais uma vítima da violência policial no Maranhão. Era portador de distúrbios psicológicos, fazia uso contínuo de medicamentos com efeitos neurológicos e teve sua casa invadida por policiais, sendo executado ao lado do avô, Placídio Ribeiro da Silva, 91 anos. Após três tiros, ele foi empurrado brutalmente para dentro da viatura policial e teve o rosto ferido pelo impacto da pancada.

O CHÃO DA CASA ONDE MORAVA HAMILTON, EXECUTADO POR TRÊS POLICIAIS

O “crime” alegado pela polícia foram postagens nas redes sociais com suposta admiração ao serial killer mais procurado do país na atualidade. Segundo a Delegacia Regional de Presidente Dutra, o jovem publicou fotos segurando uma faca, “dando a entender que faria algo semelhante” a Lázaro Barbosa. As autoridades polícias chegaram a registrar que o comportamento do rapaz, estava “levando a população ao desespero”. Inconformada, a mãe de Hamilton concedeu entrevistas às emissoras locais, afirmando que o filho nunca cometeu crime algum. “Quantas vezes eu falei para ela parar com essas coisas? A única coisa que ela fazia era postar esses vídeos”, afirma.

EMISSORAS DE TVS LOCAIS: AMPLA COBERTURA AO CASO COM REPERCUSSÃO NACIONAL

No sábado à noite (19), moradores da localidade fecharam a BR-135, ateando fogo, em protesto contra a morte de Hamilton César Lima Bandeira. No inquérito policial aberto para averiguar todo o caso, a versão narrada é de que os policiais atiraram após o jovem “não atender a ordem policial”. Levado ao hospital da cidade, ele chegou com vida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

CENAS DOS PROTESTOS REGISTRADAS POR COMUNICADORES DA REGIÃO

O caso repercute em todo o Brasil. Merece mais do que atenção por parte dos estudiosos dos fenômenos das redes sociais. Entre os variados efeitos da hiperconexão global, o pior deles é o da covardia.

Policiais invadem uma residência sem mandado judicial, executam covardemente com três tiros um jovem com transtornos mentais por postagens no Facebook. Enquanto isso, o verdadeiro criminoso, Lázaro Barbosa, vira celebridade midiática, debochando das autoridades de Segurança Pública do país. 

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