NÚMEROS ALARMANTES DE SUICÍDIOS SÃO REGISTRADOS NO MARANHÃO

O número crescente de suicídios no Maranhão tem chamado a atenção de especialistas e autoridades. Os casos são destacados pela imprensa local com dados obtidos das unidades da Secretaria de Estado da Segurança Pública. O Jornal Pequeno noticiou 123 casos de suicídio no mês de maio. O Imparcial registrou 15 suicídios em dois meses.

Em junho, foram registrados nove suicídios em São Luís e sete em Imperatriz. Em um povoado da cidade tocantina, Olha d’Água dos Martins, houve ainda um fato inusitado: um jovem de apenas 19 anos tirou a própria vida durante uma transmissão ao vivo pela rede social Facebook. Aos prantos e visivelmente desesperado, Paulo Henrique sacou a arma, ajoelhou-se e efetuou o disparo na cabeça diante dos internautas que acompanhavam o drama.

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) é uma das poucas instituições públicas a se preocupar com os casos, aparentemente de foro íntimo. No início do mês, o MP articulou uma reunião para recolher propostas de entidades e instituições que compõem o Fórum de Prevenção ao Suicídio e Valorização da Vida, que existe desde 2017, com o intuito de fundamentar a Política Estadual de Prevenção ao Suicídio. O objetivo é apresentar ao Governo do Estado um projeto de lei para a implementação do Plano Estadual, tendo como base a Lei Federal nº 13.819/2019, que instituiu a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio.

Algumas organizações já atuam no Maranhão na prevenção ao suicídio. A mais conhecida delas é o Centro de Valorização da Vida (CVV), canal que presta apoio emocional, com atendimento voluntária e gratuito por intermédio do número 188. No Pouso Obras Sociais, dirigido pelo espírita Moab José, há o Disk Amor Infinito, serviço disponível para quem precisa ser ouvido, receber uma mensagem de consolo ou uma prece.

O risco de suicídio é 100 vezes maior nas pessoas que já tentaram se matar. A estatística por si só já revela que o acompanhamento destas pessoas é essencial para prevenir tantas tragédias, cada vez mais frequentes no Maranhão e no mundo inteiro.

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