MULHERES DO MARANHÃO REALIZAM “AMANHECER POR MARIELLE E ANDERSON”

Diversas cidades do Brasil e do mundo realizaram, neste sábado (14), o ato Amanhecer por Marielle e Anderson, em memória da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, executados de forma cruel e covarde na noite do dia 14 de março de 2018, no Rio de Janeiro. Dois anos depois, a pergunta “quem mandou matar Marielle?” permanece sem resposta.

ESCADARIAS DA BIBLIOTECA PÚBLICA BENEDITO LEITE FORAM PALCO DO ATO POR JUSTIÇA PELA MORTE DE MARIELLE FRANCO E ANDERSON GOMES

Em São Luís, mesmo com a chuva e o receio de contaminação pelo coronavírus, a manifestação aconteceu na Praça Deodoro, com a presença de representantes de diversas entidades, coletivos e organizações sociais, tais como: Marcha Mundial de Mulheres, Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, Rede de Mulheres Negras, União Brasileira de Mulheres, Sindicato das Empregadas Domésticas, Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica das Redes Públicas Estadual e Municipais do Estado do Maranhão (SINPROESEMMA), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, Instituto Pedra Rara, Akoni – Mulheres Guerreiras, Coletivo Maputo (MA), Mulheres do PSOL e outros. O ato contou com apresentações musicais e poéticas de Lúcia Gato e Camila Reis.

CARTAZES CONFECCIONADOS PELAS MULHERES DO PSOL MARCAM A DATA DE DOIS ANOS DE LUTA POR JUSTIÇA

Um dos homens presentes, o professor, jornalista e pré-candidato a prefeito de São Luís pelo PSOL, Frankilin Douglas, em discurso classificou como “coincidência inexplicável” a morte de infarto fulminante, nesta madrugada, do ex-secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno, “um verdadeiro arquivo vivo”, “um verdadeiro poço de informações”, sendo “treinador de Jiu-Jitsu, atleta, não bebia e não fumava”. Douglas citou ainda o assassinato do miliciano Adriano da Nóbrega: “Muito estranho, um cara treinado pelo BOPE ter sido morto como foi. É porque as investigações, mais do que nunca, estão chegando no Palácio do Planalto”, opinou.

PRESENTE NO ATO, O MOVIMENTO DE MULHERES CONTRA BOLSONARO CRESCE A CADA DIA

“Estamos aqui para dizer: nenhum miliciano nos calará, nenhum miliciano deixará calar a voz de Marielle, aquela que lutou por aqueles que foram, sobretudo, da periferia, por aqueles que não tinham voz no movimento negro, no movimento LGBT, no movimento feminista, no movimento daqueles que era sem voz. E os girassóis que cada uma vocês hoje estão portando significam exatamente isso. Tentaram matar uma semente, mas a Marielle, enquanto semente, ao contrário de morrer se multiplicou por todas as praças, por todas as ruas”, concluiu Frankilin Douglas.

NÚMEROS QUE ATESTAM A VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES TAMBÉM FORAM DIVULGADOS NA MANIFESTAÇÃO

O coro das mulheres maranhenses contra Bolsonaro dizia: “Marielle sempre presente! Seu assassino é amigo do presidente!”.  

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *