MOVIMENTO DE MULHERES EM LUTA PRESTA SOLIDARIEDADE À FAMÍLIA DE CRIANÇA ATROPELADA E EXIGE DIREITO DA PERIFERIA IR E VIR

O Movimento Mulheres em Luta do Maranhão (MML/MA), filiado à CSP-Conlutas, prestou solidariedade à família do pequeno Wdysson Ruan Alves, de um ano de idade, que morreu vítima de atropelamento na tarde do dia 17 deste mês, em frente ao Banco do Brasil do bairro do JaracatI, em São Luís (MA).

Em visita à casa da família na quarta-feira passada (20), as representantes do MML, foram recebidas pela avó materna da criança, Dona Dadá, e pelos pais Wanderson e Thalia Alves, que falaram sobre a dor e as dificuldades enfrentadas após a tragédia. Wanderson, que também foi vítima do atropelamento, estava internado no Hospital Djalma Marques (Socorrão I) e já teve alta. Ainda muito machucado, ele só soube do falecimento do filho quando retornou para casa, o que só fez aumentar o seu sofrimento.

O atropelamento da criança, de apenas 1 ano, trouxe à tona a questão da mobilidade para pedestres em São Luís

O enterro da criança foi realizado na manhã de quinta-feira (21), no Cemitério Municipal J. Câmara, em São José de Ribamar. Apesar da solidariedade da comunidade, os familiares de Wdysson não têm recursos financeiros para cobrir os gastos com funeral, enterro, remédios para o pai, dentre outras despesas, já que – em razão das circunstâncias – estão impedidos de trabalhar momentaneamente. Diante do acontecido, a CSP-Conlutas ratifica sua sensibilidade e solidariedade em relação à família, pois mais uma vez os moradores da periferia são vítimas da falta de políticas públicas e de planejamento urbano.

“As faixas de pedestres que existem no local estão a pelo menos 600 metros da entrada da comunidade, o que demonstra o total descaso do poder público com as necessidades dos moradores daquele bairro”, afirmou Nicinha Durans, uma das representantes do MML-MA. Vale ressaltar que, segundo as orientações do Contran (Conselho Nacional de Transito), pelo volume de trânsito de pedestres e a existência de escolas nas mediações, o ideal seria a construção de uma passarela próxima à comunidade. Porém, nem sequer faixa há.

O Movimento cobra a responsabilização do poder público municipal pela falta de sinalização adequada na Avenida Carlos Cunha e pela omissão na assistência às vítimas do atropelamento e exige, ainda, que as investigações avancem, identificando-se o (a) condutor (a) do veículo, autor (a) do homicídio, que ao que tudo indica estava acima da velocidade permitida na via.

Contribua com a Vaquinha solidária em prol da família de Wdysson Ruan:

Banco do Brasil
Mariana Melo Durans
Ag: 4445-8
Cc: 22.587-8

Contato: Jaciara Castro (98) 98773-2067
Mariana Durans (98)98208-9068

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