MORADORES DE GODOFREDO VIANA ATINGIDOS POR DESASTRE AMBIENTAL FAZEM PROTESTO

Moradores do município de Godofredo Viana, atingidos por um desastre ambiental, fazem protesto na manhã desta quinta-feira (1), na praça Deodoro, para denunciar o descaso da empresa canadense Equinox Gold com a população.

Uma semana após o desastre ambiental a partir do transbordamento de águas das chuvas vindas das instalações da empresa, as 1.500 famílias do distrito de Aurizona continuam sofrendo consequências do problema. Desde quinta-feira passada (25), eles estão sem água potável, isolados, sem estrada e as crianças com coceiras. A lama atingiu a estação de tratamento de água do distrito, casas, manguezais e todo o balneário do rio Cachimbo. A mineradora nega rompimento de barragem, mas tentou enviar carros pipas à comunidade que não foram suficientes para amenizar a situação.

“Nós estamos aqui para denunciar e pedir aos órgãos locais, estaduais e nacionais que cobrem a responsabilzação desta empresa e que auxiliem, que prestem socorro emergencial às pessoas”, explicou Dalila Calisto, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MABE).

O morador Jonias Ribeiro, há 24 anos vivendo no local, classifica como “desumano” e “desrespeito” o que a mineradora está fazendo com os 4 mil atingidos.

Violência e violações – “Estamos vivendo o pior momento da pandemia no Brasil e, infelizmente, estamos presenciando mais um rompimento de uma barragem no país e desta vez no Maranhão. É mais um crime social e ambiental cometido contra pessoas atingidas que vivem próximas a barragens, contra o meio ambiente porque lá é região amazônica com manguezais , rios de água doce, de águas salgadas e riqueza, recursos naturais ambiental. As pessoas vivem em situação de violência a partir da atuação desta empresa, de violação de diretos humanos, de pobreza e desigualdade muito grande”, denunciou Dalila.

Ontem (31), o Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) se reuniu, de forma remota, com pessoas atingidas após denúncia de rompimento de barragem no Maranhão e com membros do Movimento dos Atingidos por Barragens (MABE). Também participaram da reunião integrantes do Conselho Estadual de Direitos Humanos do Estado e da organização Justiça os Trilhos. Ao final da reunião, o presidente do CNDH, Yuri Costa, propôs uma série de encaminhamentos a partir da articulação do conselho nacional e estadual, demais órgãos parceiros, como as defensoria públicas estadual e federal. Uma das primeiras ações será a organização de uma visita técnica emergencial à comunidade para verificar o ocorrido, os danos e os riscos envolvidos para a busca de medidas urgentes e de reparação integral.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *