MARCOS MAGAH CANTA COM ODAIR JOSÉ

Marcos Magah e Odair José dividem os vocais na canção “Estação Sem Fim”, que chega às plataformas digitais na próxima sexta-feira (4). Este é o primeiro single do álbum “O homem que virou circo”, que o poeta, cantor e compositor maranhense está gravando com produção de Zeca Baleiro e Tuco Marcondes, pela Saravá Discos.

“Durante um período, viajei pelo Brasil com o violão nas costas, me apresentando em bares. E tenho uma recordação especial da passagem por Goiânia, porque foi lá que fiz a letra de ‘Estação sem fim’. Só depois descobri que é o estado natal de Odair José. Foi uma feliz coincidência. Nunca imaginei que anos depois gravaria a música com ele”, relembra Magah.

Além do dueto com Odair, o disco traz duas canções assinadas com Zeca Baleiro: “O homem de ferro” e “Alcântara em chamas”. Há, ainda, uma parceria com o poeta Celso Borges, “As coisas mais lindas do mundo”. Ao todo, são 13 faixas inéditas do artista que nasceu na cena punk de São Luís, integrando a lendária banda Amnésia, e que depois seguiu em carreira solo, misturando música folk, rock e brega.

Foi em 2019, na gravação do documentário “Ventos que Sopram – Maranhão”, do cineasta Neto Borges, que Marcos Magah e Zeca Baleiro se reencontraram depois de anos. Os dois se conheciam desde os anos 80, mas nunca haviam feito nada juntos. O reencontro resultou numa canção em parceria, “Eu Chamo de Coragem”, gravada por Baleiro no álbum “O Amor no Caos – volume 2”. Na época, também aconteceram as primeiras conversas sobre a possibilidade de gravarem um disco de inéditas de Magah, com produção de Baleiro e Tuco Marcondes.

COM INFLUÊNCIAS DO HEAVY METAL, DE LUIZ GONZAGA E DE CLÁSSICOS DO BREGA, MAGAH É UMA USINA DE TALENTO MUSICAL

Trajetória – Nascido em São Luís, Marcos Magah passou parte da infância em uma fazenda no interior do estado, onde conviveu com o seu avô materno, um amante de música que passava os dias ouvindo discos de Luiz Gonzaga, Teixeirinha e de cantores de brega como Bartô Galeno e Balthazar.

No começo da adolescência, já de volta à capital, descobriu o rock em meados dos anos 80, com a ajuda do irmão mais velho que colecionava discos de heavy e hard rock. Foi nesse período, mais precisamente em 1987, que resolveu montar uma banda de punk com o amigo Carlinhos Pança. “A conversa se deu na saída de um show da Ácido e da Lúgubre, pioneiras do heavy metal em São Luís. Eu e Carlinhos descobrimos que tínhamos afinidades musicais e montamos a Amnésia, a primeira banda punk maranhense. Foi quando comecei a fazer música”, conta Magah.

Com a Amnésia – que ganhou fama na cena underground das regiões Norte e Nordeste, dividindo espaço com grupos como Delinquentes (Pará) e Descarga Violenta (Rio Grande do Norte) – Magah tocou em vários locais de São Luís e excursionou por vários estados. “O ilustrador e militante punk Joacy Jamys divulgava a Amnésia no Brasil inteiro por meio de demos e fanzines. Por onde andávamos, havia um público grande para acompanhar a gente”, relata. Sobre a passagem pela Amnésia, Magah recorda com clareza do último show em que tocou com a banda. “Foi em 2005, no bar Castelo Rock, no Centro Histórico de São Luís. O proprietário do espaço teve que fechar a porta porque não havia mais espaço para o público”.

Depois que deixou o grupo, Magah colocou o violão nas costas e viajou pelo Brasil. Passou por Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e Goiás, sempre tocando em calçadas e bares. De volta ao Maranhão, Magah excursionou pelo interior do estado, cantando clássicos da música brega, até parar para gravar “Z de vingança” (2013).

Nesta quarta-feira (2), ele falará sobre lançamento de “Estação Sem Fim”, o primeiro single de seu novo álbum, na rádio web Tambor, às 11h. Para acessar:

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DISCOGRAFIA

Magah lançou os álbuns “Z de vingança” (Pitomba Livros e Discos – 2013) – um grande sucesso na cena alternativa de São Luís, tendo vendido mais de 18 mil cópias do CD -, e “O inventário dos mortos ou zebra circular” (2015), que recebeu o prêmio de melhor álbum da música maranhense, concedido pela Rádio Universidade FM, no ano de lançamento.

Texto: Divulgação

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