JOÃO BATISTA MATOS: um COMUNICADOr POPULAR

Antes de ter sido secretário municipal de Comunicação e se eleger vereador, João Batista Matos fez parte de uma história sem precedentes na Comunicação Pública do Maranhão. Foi locutor do programa de rádio Marrapá, criado por nós no governo José Reinaldo Tavares que, em 2005, rompeu um ciclo na política do Maranhão.

João Batista era um valioso e entusiasmado colaborador da equipe de comunicação sob minha responsabilidade. Ele fazia parte de um grupo de comunicadores de primeira grandeza formado por: Tami Kondo, Elizângela Leite, Socorro Boaes, Adriana Nogueira, Emanoel Pascoal, Paulo Washington, Márcio Monteiro, Emerson Araújo, Rômulo Gomes, Artemize Bezerra, Beatriz Maia, Ada Chagas, Rita Cardoso, Carla Fiquene, Renata Oliveira, Nelson Barros, César Duarte, Handson Chagas e Alice Pires.

A VOZ DE JOÃO BATISTA MATOS NARRANDO A ABERTURA E O ENCERRAMENTO DO PROGRAMA MARRAPÁ: EXPERIÊNCIA INÉDITA DE COMUNICAÇÃO POPULAR NO MARANHÃO

Na época, chegamos a receber críticas por usar uma expressão genuinamente maranhense (Marrapá!) em um programa que – para alguns – deveria ter a “liturgia” oficial de governo. Rompemos com a sisudez da comunicação chapa branca governamental no Maranhão e obtivemos um enorme recall.

Enquanto estados como Bahia, Pernambuco e Paraíba já esbanjavam produtos e eventos, vendendo suas tradições culturais, grande parte da elite maranhense ficava pouco à vontade com os rufar dos tambores, preferindo exaltar o eurocentrismo dos títulos de “único estado com capital fundada por franceses”, a “Atenas Brasileira”. A juventude maranhense exibindo camisetas com gírias do Maranhão da grife Santê e de outras, bebendo a Magnífica (cerveja que também utiliza, em seu marketing e na produção, a exuberante cultura maranhense) sequer desconfia do tamanho que foi esse desafio profissional.

Batista Matos era locutor da rádio Esperança FM quando compôs nosso quadro. Dono de um belíssimo timbre de voz grave e, ao mesmo tempo, com aquela malemolência africana, ele diariamente levava a todo o estado as notícias sobre o primeiro governo que optou por estabelecer como meta a diminuição da pobreza.

Batista  faleceu na manhã desta quarta-feira (31) por complicações causadas pela covid-10. Fica aqui a nossa gratidão e homenagem a ele. Siga em paz, companheiro!

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *