FESTIVAL DA BELEZA NEGRA DA LIBERDADE SERÁ TEMA DE ENTREVISTA NA RÁDIO TAMBOR

De 20 a 25 de novembro, acontece o II Festival de Belezas Negras da Liberdade Quilombola, no bairro da Liberdade, considerado o maior quilombo urbano de São Luís. Este ano, o tema do festival, que acontece desde 2016, é “Enfrentando o Racismo com Arte”, escolhido por votação a partir da necessidade de falar sobre o assunto e como forma de valorizar as potencialidades das pessoas que sofrem com o racismo.

A proposta é usar a arte como ferramenta de valorização pessoal e transformação social. O lema do festival muda de acordo com as demandas do ano anterior, sendo que no primeiro não houve tema. No segundo foi “Somos todos farofa”, escolhido como forma de repúdio a uma ação racista (injúria racial), durante uma das sessões de foto para a construção da identidade visual do festival. O episódio ocorreu enquanto jovens do bairro estavam reunidos em sessão fotográfica e uma das jovens negra foi ofendida com a frase “Isso é um cabelo ou uma farofa?” proferida por um homem que passou de carro. “Repudiamos todo e qualquer atitude racista porque sabemos o quanto são prejudiciais, propagadoras e mantenedoras de violência contra a população negra. E nesta terceira edição serão problematizadas as diversas formas de racismo institucional”, afirma a comissão organizadora do festival.

Para a efetivação do Festival da Beleza Negra são realizadas 17 atividades, sendo que duas já iniciaram e as demais acontecerão entre os dias 20 a 25 de novembro de 2018. O evento é organizado pelo Centro de Integração Sociocultural Aprendiz do Futuro (CISAF), uma associação civil, sem fins lucrativos, de caráter educacional, cultural, beneficente, tendo como propósito a transformação social realizada por meio da educação, cultura e produção cultural, lazer, esporte e desporto a uma população em situação de vulnerabilidade social, com objetivo de geração de emprego e renda, de criar novas maneiras de se trabalhar, qualificar, elevar a autoestima, reforçar laços de identidade, estimular a cidadania, e desenvolver competências como cooperação, criatividade e inovação.

Ancestralidade negra – A proposta de realização do evento é prioridade problematizar questões de cunho racial, com atividades preparadas para debater sobre as formas de enfrentamento do racismo e a construção de uma identidade quilombola, resgatando a ancestralidade da população negra do território compreendido pelos bairros (Liberdade, Fé em Deus, Camboa Diamante e adjacências).
O evento é uma afirmação de diversidade, da valorização do quilombo urbano no intuito de reforçar a necessidade da construção de uma identidade positiva desta população que, historicamente, foi e é desvalorizada por causa do seu tom de pele. Enfrentar o racismo é necessário para denunciar a violência e o genocídio da juventude negra.

O tema será abordado nesta sexta (16), às 11h, no jornal da rádio Tambor, em uma entrevista com Raquel Santos Almeida, cientista social que atua com questões raciais, quilombos (rurais e urbanos), juventude, feminismo, integrante da diretoria do Centro de Integração SocioCultural Aprendiz do Futuro (Cisaf) e coordenadora do Festival de Belezas Negras da Liberdade Quilombola. O coordenador geral do Festival, Maykon Lopes, também participa do programa, que pode ser acessado pelo site: agenciatambor.net.br ou pelo

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