EM NOTA CPT, DENUNCIA FALTA DE RESPOSTAS À “MATANÇA” DE TRABALHADORES RURAIS NO MARANHÃO

No último domingo (11), mais um trabalhador rural foi morto no Maranhão. O lavrador José Francisco Araújo de Sousa, conhecido como Vanu, foi morto a tiros por dois homens no povoado Palmeiral do Norte, no município de Codó. Vanu, que deixa esposa e seus quatro filhos, era sistematicamente ameaçado de morte por causa de conflito por terra. Ou seja, era mais um “cabra marcado para morrer” que foi executado covardemente.

Em 2019, o camponês chegou a sofrer um atentado a bala, na comunidade Vergel, a cerca de 50 km de Codó onde mais de quatro já pessoas foram mortas e várias pessoas ameaçadas de morte. Este é o quarto assassinato ocorrido nos últimos 30 dias no Maranhão.

JOSÉ FRANCISCO ARAÚJO DE SOUSA, O VANU, ERA AMEAÇADO DE MORTE SEM QUE NADA FOSSE FEITO PARA EVITAR O ASSASSINATO OCORRIDO NO ÚLTIMO DOMINGO

Em nota, a CPT (Comissão Pastoral da Terra), denunciou, mais uma vez, a matança de trabalhadores rurais, “anunciada e denunciada todos os anos no estado do Maranhão, sem que se haja uma resposta que ofereça solução para mudar esta realidade de massacre dos povos e comunidades, pela ação covarde da pistolagem”. Há décadas, o estado disputa com o Pará os rankings de violência e morte no campo, sem que nada seja feito para mudar a sangrenta realidade rural maranhense.

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