ARTISTA MARANHENSE É ÚNICA BRASILEIRA SELECIONADA PARA EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DO CANADÁ

A artista plástica maranhense Cláudia Sopas Rocha é a única brasileira a ter obras expostas na Exposição Internacional de Encáustica da Galeria Propeller, em Toronto, Canadá, aberta nesta quarta-feira (7), de modo virtual, em cartaz até o dia 1 de agosto.

O CARNAVAL SEGUNDO A ARTE DE CLÁUDIA ROCHA: VIBRAÇÃO E SENSIBILIDADE ÍMPAR

Cláudia, que também é arquiteta, faz parte da International Encaustic Artists, uma organização para divulgar trabalhos e conectar artistas da técnica Encáustica em todo o mundo. A técnica, popularmente conhecida como pintura a fogo, foi desenvolvida pelos gregos desde o século V a.C. e dilui pigmentos de cor com o calor durante o processo de criação artística.

Camadas de significados – São 100 obras expostas de apenas 12 países. Com o título Layers of Meaning (Camadas de Significados), a mostra traz artistas de diversas partes do mundo que encontraram significados durante a pandemia. São obras que retratam perdas, separações, transformações, renascimento e fardo emocional. A maranhense teve duas obras selecionadas para compor a exposição: Carnival que, ao retratar as cores, o brilho e movimento do Carnaval, revela a falta que faz a festa popular em tempos de isolamento necessário e  Affective Memories, um apanhado de memórias da infância, como o negativo das fotos, a música que ela gostava de cantar quando criança, roupas de bonecas de papel, rendas, fitas guardadas e um pingente de boneca. O mix de lembranças convertido em arte foi produzido durante o isolamento da pandemia.

A TELA COM MEMÓRIAS AFETIVAS DE INFÂNCIA EM EXPOSIÇÃO NO CANADÁ

“As obras foram feitas durante o isolamento, retratando o tema de resgate das memórias afetivas para encontrar força no passado e ter esperança de ver esse pesadelo que estamos vivendo acabar”, explica.

Cláudia Rocha só teve trabalhos expostos no Espaço de Artes Márcia Sandes, da Procuradoria Geral do Estado. Mesmo sem que nenhuma outra galeria de arte de São Luís tivesse interesse em divulgar suas obras, ela faz nesta quinta a estreia em circuito internacional.

 “Uma emoção imensurável. São tantas barreiras que encontramos no nosso país para a valorização da nossa arte. Encontramos muitas portas fechadas, pessoas que trabalham com arte e se dizem entender de arte, mas não se interessam pelo que temos em casa. Na maioria das vezes, a valorização aqui no Maranhão é dos nomes já conhecidos ou de quem vem de fora. É preciso olhar o novo, dar chance, oportunidades para artistas da terra, valorizar o que é nosso”, opina a artista que nos oferece um espetáculo de fina sensibilidade, forte vibração e elementos ricos de polissemia.

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