APÓS DENÚNCIA, PREFEITURA RESOLVE VACINAR INDÍGENAS DE SÃO LUÍS

Indígenas das etnias Guajajara e Tupinambá, que vivem em São Luís, lutaram por quase um mês, solicitando a vacinação no grupo prioritário. Até a manhã desta quarta-feira (2), só havia a informação, por uma assessora da Secretaria Municipal de Saúde, que a Prefeitura não “sabia desse público-alvo” na capital. O primeiro ofício assinados pelos coletivos Levante do Povo Tupinambáe Coletivo Tentehar Ete Ahy (Guajajara) foi enviado no dia 12 de abril ao secretário municipal de Saúde, Joel Nunes.

INDÍGENAS QUE VIVEM FORA DOS TERRITÓRIOS NO CENTRO DE VACINAÇÃO DA UEMA

Segundo o IBGE (2010), existem 1.870 indígenas em São Luís. A denúncia foi encaminhada à Agência Tambor e ao Blog Buliçoso, que se manifestou no Twitter. Por volta das 14h, um grupos de indígenas de São Luís foi até o posto de vacinação da UEMA protestar contra a não inclusão no grupo de vacinação e o racismo institucional praticado pela Secretaria Municipal de Saúde. Mas, no local, receberam a informação de que eles seriam vacinados.

VACINAÇÃO DE INDÍGENAS COMO GRUPO PRIORITÁRIO: FORTALECIMENTO DA IDENTIDADE CULTURAL DE TUPINAMBÁS E GUAJAJARAS

Em entrevista ao blog, a professora indígena Lídia Tupinambá considerou a importância da vacinação no grupo específico como forma de evitar um “apagão cultural”, além de ser um direito dos povos indígenas. “Eu sou autodeclarada, mas tudo foi tirado do meu povo: o meu território, a língua”, declara a indígena, bisneta de tupinambá, que pesquisa a etnia há 7 anos.

Fatos como esses são fundamentais para a compreensão do papel da comunicação popular não de mero denuncismo, mas de mediação e de busca por solução aos problemas da comunidade.

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