ANTONIO CARLOS ALVIM LANÇA FLORESTA DOS SIGNOS

Floresta de Signos reúne 35 poemas de Antonio Carlos Alvim, do ex-integrante da Akademia dos Párias, grupo de escritores surgido nos corredores da UFMA (Universidade Federal do Maranhão), na década de 1980. O livro sai pela editora Penalux, com lançamento no Café Guará, Chico Discos, no próximo sábado (21), a partir das 16h, com recital de poesia.

No prefácio da obra, o poeta Fernando Abreu, contemporâneo de Antonio Carlos Alvim na Akademia dos Párias, saúda a publicação do livro enaltecendo a maturidade de Floresta de Signos, que traz o principal da produção do escritor, até então espalhada em edições artesanais, antologias e publicações esparsas, acrescido de textos inéditos.

“É tocante para quem viveu aqueles anos reler esses poemas, que surgem renovados em sua força. Eles vibram em cada página, ao lado de poemas mais recentes aos quais se irmanam para compor um conjunto que é impossível ler sem envolvimento. Antonio Carlos Alvim vem nos dizer que não perdemos o sentimento do mundo, apesar de todas as provas forjadas em contrário”. 

A orelha do livro é assinada pela poeta Adriana Gama de Araujo, de uma geração mais nova, que destaca em seu texto a força e sensibilidade poética do autor que, segundo ela, retira o pedestal que distancia a poesia das verdadeiras questões cotidianas, e, mais que isso, a coloca dentro do terreno do presente e da compreensão humana. Adriana sentencia:

Alvim conhece os perigos do tempo, então caminha pelo chão da Tapuitapera recém-conquistada
para trançar em nossa memória os “cabelos compridos” do índio revolucionário e que hoje está na
Alcântara colonizada desde o pó da terra às estrelas. Seus versos me dizem que fazemos parte de
um mesmo corpo – mesmo passo, sentimento e símbolos – que “se universaliza/ pelo átomo que/
Tudo/ compõe”. Tenho em mãos um livro para os vivos, diria Ferlinghetti, caso lesse Floresta de Signos. A poesia precisa acender fogueiras no coração das pessoas. Gosto dessa imagem e a vejo com seus contornos
iluminados quando leio que “é nosso sonho construir tecido novo sobre o peito” (Gêmeos). Alvim
retira o pedestal que distancia a poesia das verdadeiras questões cotidianas e, mais que isso, ele
coloca a poesia dentro do terreno do presente e da compreensão humana. E qual seria a razão de
nossos questionamentos sobre quem de fato somos senão o nosso desejo? De compreender, de
transformar, de permanecer na memória e no coração das pessoas. “Procuro-me em cada habitante/
desta cidade./ Não me encontro./ Quando não/ estou em tudo” (Perdição). Roçar a pele do tempo, da
cidade, das pessoas, fazer de cada encontro uma ampliação do fazer poético, da humanidade e do
mundo. Antonio Carlos Alvim conhece os perigos do tempo. Antonio Carlos Alvim ouve a mudança
do toque das caixeiras, e com ele ouviremos “poesia até o fim” (Demora definida).

SERVIÇO

FLORESTA DE SIGNOS

O que? Lançamento do livro de poemas de Antonio Carlos Alvim

Quando: 21 de setembro (sábado)

Horário? 16h

Onde? Café Guará – Chico Discos – esquina da rua dos Afogados com São João – Centro

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *